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Título alternativo: Fanboy babaovo

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Quem leu o último post já sabe da minha admiração pelo escritor, compositor e pintor americano Isaac Marion.
E sabe também, que eu não atualizo esse blog a mais de um ano. E como um bom amigo bem me lembrou do circuito obscuro de publicações, resolvi retornar com o mesmo assunto do último post: “Puxassaquismo” 
Foi em fevereiro que, após uma longa espera, eu recebi o meu exemplar de “The Hungry Mouth”, mais novo livro independente do meu autor alternativo preferido, pedido em pré-venda pelo menos uns 6 meses antes.
E foi no dia seguinte que eu terminei a leitura da mais extraordinária coletânea de contos da literatura contemporânea. E digo extraordinária no sentido de que todo o fantástico e fantasioso mundo cotidiano é costurado com situações tremendamente absurdas que rebuscam e me lembram muito do estilo de Kafka.
O livro promete e entrega historias sobre pessoas, animais, carros, batidas, amor, doenças, morte, dinossauros, buracos negros, términos, zumbis, deuses, crianças, felicidade e fome.

Quem é fã do autor, encontrou com certeza nesse livro uma versão mais bem lapidada do seu conto favorito, como por exemplo o meu  “Jerry Lives Forever”, onde o personagem principal compreende o que é eternidade ao viver mais que o universo, ou pode se surpreender com a genialidade do autor em contos inéditos, como ‘EMAILS FROM A SERPENT TO VARIOUS GOVERNMENT AGENCIES”.
Além de um conto que expande o universo do seu romance consagrado, mal entendido e controverso, Sangue Quente.

Meu exemplar autografado, numerado, especial colector’s edition.

A leitura é super fluída e inteligente e termina com a sensação de que você enxerga possibilidades novas em cada esquina ou beco, e te deixa desejando por mais.

Por enquanto, porém, só foram feitas 500 cópias, já esgotadas.

Então esse aconselhamento, está mais para um EU TENHO VOCÊ NÃO TEM, do que para uma indicação, mas fica a orientação ai para os   ocasionais leitores do blog, que possam conhecer mais o autor em seu bloge, tumblr , twitter e facebook, ou para um improvável mas possível editor que queria publicá-lo.

Veredicto: COISA BOM!

P.S.: Eu tive a dúvida de como tirar uma foto com a minha webcam, já que eu não tinha, nem queria um software para isso… então eu encontrei o site http://www.321cheese.com/ que faz isso online. Super simples de fazer, e a única desvantagem é o jabá embutido na foto, que não é lá um grande problema. Veredicto: COISA ÚTIL

Já faz um tempo que eu descobri o site de Isaac Marion através de um post do controverso, porém divertidíssimo blog Jesus Me Chicoteia.

Lá o Marco Aurélio traduzia para o português o texto chamado originalmente “I’m  a Zombie Filled With Love” (tradução, original).

Quem me conhece sabe, e quem não conhece fique sabendo, que eu sou louco por histórias de zumbis e relacionados, e nunca antes em minha vida eu tinha encarado os zumbis – essas criaturas em estado de morte, que têm como única razão de existir, a mais primordial das necessidades, a alimentação – com tanta reverência.
Uma relação entre a morte, a vida e a linha do meio escrita com muita genialidade.

Curti mesmo e fui ler os outros textos do cara, e hoje posso dizer que sou fã do jovem talentoso. Talentoso mesmo, por que além de escrever bem demais, ele compõe e pinta!

Enfim, quando ele resolveu publicar independentemente um romance que ele tinha escrito baseado nessa mesma premissa, eu não pensei duas vezes em desembolsar algumas doletas e adquirir essa obra ulta cult underground, chamada WARM BODIES.
Recebi o livro, super bem feito diga-se de passagem, com o autógrafo do autor e o li ainda no mesmo dia, em uma tarde ociosa em uma feira de exposição de livros.

Não fiquei surpreso ao ficar maravilhado com a história e seu desenrolar!
R o zumbi protagonista, começa a história sem memória ou moral e apenas uma fome pela carne dos poucos humanos sobreviventes. A mente dele é resultado de um resquício de humanidade e um costurado de emoções, percepções e desejos obtidos ao se alimentar do mais saboroso prato para um zumbi: o cérebro humano.
Mas  uma refeição em especial, a mente de um jovem idealista chamado Perry, desperta algo no amago de R, e ele faz a sua primeira escolha moral em sua vida de desmorto, e salva a namorada da Perry, Julie.
A partir de então, R redescobre em Julie os pequenos prazeres de ser vivo, e começa a lutar contra o verdadeiro  vilão da vida zumbi: cinismo e apátia.
Um livro sobre mortos-vivos que me deixou intrigado com a minha própria vida.

COISA BOA MESMO!

Hoje o livro está sendo publicado em diversos idiomas, inclusive no Brasil, e os seus direitos já foram vendidos para o cinema!

Tem uma galera mal informada nos fóruns por toda e internet alegando que esse zumbi com sentimentos vai estragar as clássicas histórias zumbilescas que a gente tanto ama, comparando Warm Bodies com a série Twilight.
Posso garantir que o livro apesar de falar sobre o sobrenatural, não tem como tema principal mostrar o quão legal é ter um namorado zumbi, e sim mostrar as sutilezas da vida pela ótica de alguém que já a perdeu, e mostrar que não importa qual o tamanho da maldição sombria e ancestral que caiu sobre o mundo a sua volta, a vida continua!

VEREDICTO: COISA BOM!!!

Tamo aí na atividade

Preparem-se para novos ACONSELHAMENTOS, novos CONTOS, CAUSOS e DIVERTIMENTOS, por que o grande G (eu) está de volta!

Bio, twitto, face todos novos e estreiando a minha Estante Virtual, só artigo de luxo usados por mim (o que agrega valor) em preços ultra acessíveis!

Não façam raras as visitas, que não farei raros os posts.

Coisa bom!

Mulher


“Women are like wolves. If you want a wolf, you have to trap it. You have to snare it. And then you have to tame it. Keep it happy. Care for it. Feed it. Lovingly, the way an animal deserves to be loved. And my animal deserves a lot of loving.”
— Dwight Schrute

cinco dezenas de verdade

vou escrever.
devo isso a mim, devo isso ao mundo.
vou escrever como nunca escrevi antes, escrever como se não houvesse amanhã.

não quero pensar sobre o que estou escrevendo, pois isso tiraria todo o propósito.
quero me surpreender depois, ao ler o que escrevi, e não me arrepender.
quero tirar os fardos, as correntes que aprisionam a minha expressão e jogá-las essas páginas abaixo.

já faz um bocado de dias que estou nessa mesma situação, UM MUNDO DE COISAS passa na minha cabeça, bilhões e bilhões de sinapses me oprimindo com suas opniões.
e não estava sendo capaz de racionalizá-las. novamente, esse é meu erro.

Racionalizar?
POR QUE?!
eu não preciso entender tudo para ser feliz, eu nunca vou entender tudo E ser feliz.
Mas eu quero, por que esse é o meu jeito.
NÃO GOSTO DE PERDER O CONTROLE, mas as almofadas da vida sempre o encobrem de mim.

queria produzir uma obra de arte, e ser eternamente reverênciado por ela.
mas não aconteceu ainda, talvez aconteça.
só que, no momento eu não tenho me esforçado muito pra dar certo.
TUDO o que eu tenho feito é me disperdiçar em coisas pequenas, em vidas alheias, em becos sem saída.

passo horas que são maiores que as horas comuns, fitando a parede, e os quadros que estão nelas e o que cada um deles representa.
isso me conforta, mas não me liberta.

busco nas pessoas, compreensão, admiração e amor.
e com certo sacrifício, consigo.
mas o que eu PRECISO não está nos outros, está em mim!

perdido no espaço sideral

quando penso no cosmo, na vastidão e no vazio do espaço, TODO AQUELE ESPAÇO VAZIO, eu me sinto claustrofóbico.
partículas, atômicas, ridículas.
que eu admiro com grande reverência.

saber que eu, nós, em nível atômico somos feitos da mesma COISA, saber disso, me ESMAGA.

Por que isso não é suficiente?
essa estranhamente confusa e indecifrável vida que eu jamais poderei viver inteira, não é suficiente?!

outras vidas, outros planos, viver eternamente.
não quero isso mais do que eu gostaria de poder voar. um sonho distante, que por mais que me esforce, nunca acontecerá.
eu quero tudo, ou absolutamente nada!

mas confesso, essa parte de todas as outras com alegria, que amo biológica, química e atomicamente.
com verdade.

e é disso que me orgulho.

‘não tenha medo’ é o único conselho que estou disposto a dar, por que é o único que eu estou seguindo.

já me sinto melhor,
mas logo serei tomado por novas conjecturas e argumentos inexplicáveis.

mas estarei melhor preparado para recebe-las, nem que na base da pancada.
danar o corpo para sanar a mente.

sem pieguisse emocional. BOXE mesmo.
os momentos mais lindos são aqueles que depois de chegar de uma luta exaustiva, onde apanhei mesmo, é sentar e saborear as sensações.
a mente acalma, e  os músculos retesados me recordam que estou vivo.

gosto de Jack Kerouac, ele escrevia contando as palavras.
2000 plavras em um dia, mil em outro.
termino o ano com quinhentas.

obrigado.

sonhei…

…que caminhava sob um lindo por do sol, com uma companhia agradável.

…que dormia bem debaixo da orelha, junto ao pescoço e coberto por cabelos perfumados de uma mulher gigante.

…que havia uma grande festa, em um salão de teto muitíssimo alto. Nele todos os meus amigos estavam deitados em almofadas e puffs macios, e se divertiam rindo a valer uns sobre os outros, sem malícia. apenas pura alegria. E que depois de um tempo, as portas desse salão se abriram e eu saí e todos me seguiram, enquanto eu descia por uma larga rua. A caminhada foi longa e poucos chegaram até o fim, para se despedirem de mim, que cruzava uma ponte para um destino incerto.

…que dançava animadamente sobre a grama, e que o sol me queimava um pouco as costas nuas, mas ainda sim pessoas se juntavam a mim.

…que o sol me despertava sob os lençóis brancos, apenas para que eu me virasse para o lado e encontrasse uma beldade adormecida, que eu dispertava com um beijo, e que me olhava com a ternura que eu sempre desejei.

…mas eu sempre acordo.

do menino e do inseto

do menino:

Levantei uma pedra e achei um bicho nojento lá em baixo. Eu coloquei o dedo nele. Eca.

do inseto:

Sempre me perguntei se a vida era só isso: Alimentar-me no escuro, da vida microscópica oriunda dos fungos, sob o inalcançável e imutável céu de pedra. Tudo o que eu sabia do universo lá fora era o que eu ouvia quando os grandes deuses trovejavam.
Sinto quando caminham por aqui, pois o chão sob minhas inúmeras patinhas estremece.
Hoje porém, eu tive a grande revelação.
Com imensurável poder o firmamento foi removido de cima de mim.
Fiquei bobo quando entrei em contato com a luz, não sabia para onde ir.
Foi quando senti a proximidade daquela deidade. ELE se interessou por MIM!
Todas as minhas secções estremeciam em êxtase. Quando ele finalmente me tocou, incontrolavelmente me enrolei de prazer e iluminação.
Ele me deixou lá enquanto devolvia o céu de pedra ao seu lugar.
Foi o momento mais feliz da minha existência.