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Já faz um tempo que eu descobri o site de Isaac Marion através de um post do controverso, porém divertidíssimo blog Jesus Me Chicoteia.

Lá o Marco Aurélio traduzia para o português o texto chamado originalmente “I’m  a Zombie Filled With Love” (tradução, original).

Quem me conhece sabe, e quem não conhece fique sabendo, que eu sou louco por histórias de zumbis e relacionados, e nunca antes em minha vida eu tinha encarado os zumbis – essas criaturas em estado de morte, que têm como única razão de existir, a mais primordial das necessidades, a alimentação – com tanta reverência.
Uma relação entre a morte, a vida e a linha do meio escrita com muita genialidade.

Curti mesmo e fui ler os outros textos do cara, e hoje posso dizer que sou fã do jovem talentoso. Talentoso mesmo, por que além de escrever bem demais, ele compõe e pinta!

Enfim, quando ele resolveu publicar independentemente um romance que ele tinha escrito baseado nessa mesma premissa, eu não pensei duas vezes em desembolsar algumas doletas e adquirir essa obra ulta cult underground, chamada WARM BODIES.
Recebi o livro, super bem feito diga-se de passagem, com o autógrafo do autor e o li ainda no mesmo dia, em uma tarde ociosa em uma feira de exposição de livros.

Não fiquei surpreso ao ficar maravilhado com a história e seu desenrolar!
R o zumbi protagonista, começa a história sem memória ou moral e apenas uma fome pela carne dos poucos humanos sobreviventes. A mente dele é resultado de um resquício de humanidade e um costurado de emoções, percepções e desejos obtidos ao se alimentar do mais saboroso prato para um zumbi: o cérebro humano.
Mas  uma refeição em especial, a mente de um jovem idealista chamado Perry, desperta algo no amago de R, e ele faz a sua primeira escolha moral em sua vida de desmorto, e salva a namorada da Perry, Julie.
A partir de então, R redescobre em Julie os pequenos prazeres de ser vivo, e começa a lutar contra o verdadeiro  vilão da vida zumbi: cinismo e apátia.
Um livro sobre mortos-vivos que me deixou intrigado com a minha própria vida.

COISA BOA MESMO!

Hoje o livro está sendo publicado em diversos idiomas, inclusive no Brasil, e os seus direitos já foram vendidos para o cinema!

Tem uma galera mal informada nos fóruns por toda e internet alegando que esse zumbi com sentimentos vai estragar as clássicas histórias zumbilescas que a gente tanto ama, comparando Warm Bodies com a série Twilight.
Posso garantir que o livro apesar de falar sobre o sobrenatural, não tem como tema principal mostrar o quão legal é ter um namorado zumbi, e sim mostrar as sutilezas da vida pela ótica de alguém que já a perdeu, e mostrar que não importa qual o tamanho da maldição sombria e ancestral que caiu sobre o mundo a sua volta, a vida continua!

VEREDICTO: COISA BOM!!!

Tamo aí na atividade

Preparem-se para novos ACONSELHAMENTOS, novos CONTOS, CAUSOS e DIVERTIMENTOS, por que o grande G (eu) está de volta!

Bio, twitto, face todos novos e estreiando a minha Estante Virtual, só artigo de luxo usados por mim (o que agrega valor) em preços ultra acessíveis!

Não façam raras as visitas, que não farei raros os posts.

Coisa bom!

Mulher


“Women are like wolves. If you want a wolf, you have to trap it. You have to snare it. And then you have to tame it. Keep it happy. Care for it. Feed it. Lovingly, the way an animal deserves to be loved. And my animal deserves a lot of loving.”
— Dwight Schrute

cinco dezenas de verdade

vou escrever.
devo isso a mim, devo isso ao mundo.
vou escrever como nunca escrevi antes, escrever como se não houvesse amanhã.

não quero pensar sobre o que estou escrevendo, pois isso tiraria todo o propósito.
quero me surpreender depois, ao ler o que escrevi, e não me arrepender.
quero tirar os fardos, as correntes que aprisionam a minha expressão e jogá-las essas páginas abaixo.

já faz um bocado de dias que estou nessa mesma situação, UM MUNDO DE COISAS passa na minha cabeça, bilhões e bilhões de sinapses me oprimindo com suas opniões.
e não estava sendo capaz de racionalizá-las. novamente, esse é meu erro.

Racionalizar?
POR QUE?!
eu não preciso entender tudo para ser feliz, eu nunca vou entender tudo E ser feliz.
Mas eu quero, por que esse é o meu jeito.
NÃO GOSTO DE PERDER O CONTROLE, mas as almofadas da vida sempre o encobrem de mim.

queria produzir uma obra de arte, e ser eternamente reverênciado por ela.
mas não aconteceu ainda, talvez aconteça.
só que, no momento eu não tenho me esforçado muito pra dar certo.
TUDO o que eu tenho feito é me disperdiçar em coisas pequenas, em vidas alheias, em becos sem saída.

passo horas que são maiores que as horas comuns, fitando a parede, e os quadros que estão nelas e o que cada um deles representa.
isso me conforta, mas não me liberta.

busco nas pessoas, compreensão, admiração e amor.
e com certo sacrifício, consigo.
mas o que eu PRECISO não está nos outros, está em mim!

perdido no espaço sideral

quando penso no cosmo, na vastidão e no vazio do espaço, TODO AQUELE ESPAÇO VAZIO, eu me sinto claustrofóbico.
partículas, atômicas, ridículas.
que eu admiro com grande reverência.

saber que eu, nós, em nível atômico somos feitos da mesma COISA, saber disso, me ESMAGA.

Por que isso não é suficiente?
essa estranhamente confusa e indecifrável vida que eu jamais poderei viver inteira, não é suficiente?!

outras vidas, outros planos, viver eternamente.
não quero isso mais do que eu gostaria de poder voar. um sonho distante, que por mais que me esforce, nunca acontecerá.
eu quero tudo, ou absolutamente nada!

mas confesso, essa parte de todas as outras com alegria, que amo biológica, química e atomicamente.
com verdade.

e é disso que me orgulho.

‘não tenha medo’ é o único conselho que estou disposto a dar, por que é o único que eu estou seguindo.

já me sinto melhor,
mas logo serei tomado por novas conjecturas e argumentos inexplicáveis.

mas estarei melhor preparado para recebe-las, nem que na base da pancada.
danar o corpo para sanar a mente.

sem pieguisse emocional. BOXE mesmo.
os momentos mais lindos são aqueles que depois de chegar de uma luta exaustiva, onde apanhei mesmo, é sentar e saborear as sensações.
a mente acalma, e  os músculos retesados me recordam que estou vivo.

gosto de Jack Kerouac, ele escrevia contando as palavras.
2000 plavras em um dia, mil em outro.
termino o ano com quinhentas.

obrigado.

sonhei…

…que caminhava sob um lindo por do sol, com uma companhia agradável.

…que dormia bem debaixo da orelha, junto ao pescoço e coberto por cabelos perfumados de uma mulher gigante.

…que havia uma grande festa, em um salão de teto muitíssimo alto. Nele todos os meus amigos estavam deitados em almofadas e puffs macios, e se divertiam rindo a valer uns sobre os outros, sem malícia. apenas pura alegria. E que depois de um tempo, as portas desse salão se abriram e eu saí e todos me seguiram, enquanto eu descia por uma larga rua. A caminhada foi longa e poucos chegaram até o fim, para se despedirem de mim, que cruzava uma ponte para um destino incerto.

…que dançava animadamente sobre a grama, e que o sol me queimava um pouco as costas nuas, mas ainda sim pessoas se juntavam a mim.

…que o sol me despertava sob os lençóis brancos, apenas para que eu me virasse para o lado e encontrasse uma beldade adormecida, que eu dispertava com um beijo, e que me olhava com a ternura que eu sempre desejei.

…mas eu sempre acordo.

do menino e do inseto

do menino:

Levantei uma pedra e achei um bicho nojento lá em baixo. Eu coloquei o dedo nele. Eca.

do inseto:

Sempre me perguntei se a vida era só isso: Alimentar-me no escuro, da vida microscópica oriunda dos fungos, sob o inalcançável e imutável céu de pedra. Tudo o que eu sabia do universo lá fora era o que eu ouvia quando os grandes deuses trovejavam.
Sinto quando caminham por aqui, pois o chão sob minhas inúmeras patinhas estremece.
Hoje porém, eu tive a grande revelação.
Com imensurável poder o firmamento foi removido de cima de mim.
Fiquei bobo quando entrei em contato com a luz, não sabia para onde ir.
Foi quando senti a proximidade daquela deidade. ELE se interessou por MIM!
Todas as minhas secções estremeciam em êxtase. Quando ele finalmente me tocou, incontrolavelmente me enrolei de prazer e iluminação.
Ele me deixou lá enquanto devolvia o céu de pedra ao seu lugar.
Foi o momento mais feliz da minha existência.

[Aconselhamento] Tuanblr

criei um site pra atochar de imagens.

entre e divirta-se.

é NSFW (not safe for work) por conter algumas coisinhas picantes.

tuanblr.tumblr.com

Rancune pt.2

Rancune pt. 1

Rieux foi impetuoso, e investiu dando um rápido porém firme passo a frente, enquanto sua arma descia cortando o ar em direção de seu oponente.
O golpe, tinha graciosidade, mas muita potência e sem dúvida causaria um ferimento devastador em Masson, se esse não tivesse aparado o golpe com sua espada, e se lançado com o impulso das pernas para trás.
Não foi tempo de se recompor, outro vez a lâmina de Rieux se estendia vertiginosamente à altura de seu peito, rechaçada por um veloz voleio, seguido de um contra-golpe desajeitado que foi facilmente esquivado.

Rieux lutava com calma e assertividade, apesar da voracidade de seus ataques, enquanto o corsário Masson, bastava-se, com certo desânimo, a evitar ser ferido e a desferir um ou outro golpe apenas por praxe.
Essa indiferença atingia o rígido cavaleiro, mais forte do que qualquer surra, e o impulsionava a atacar cada vez mais forte. Masson, obrigado a usar de toda sua agilidade nas pernas, se afastava cada vez mais a cada golpe.
Mas pagou caro ao pensar ter identificado um padrão nos ataques sequenciais, quando Rieux, notando que ele erguia a guarda, desferiu com um golpe um corte superficial em sua barriga.

Sua camisa branca e larga rasgou-se com o golpe, e enrubesceu com o sangue que dele vertia. O ardor fez com que Masson titubear para trás, e levar a mão a altura do ferimento.
Sua expressão partiu do indiferente ao passional em instantes, e como que assumindo nova personalidade atacou seu rival com fôlego renovado.

Agora era a vez de Rieux utilizar de todas as suas habilidades como espadachim, para evitar ser ferido, pelos golpes lançados de diversas formas pelo ensandecido Masson.
Apesar da fúria dos ataques, ele mantinha a mesma postura calma e prudente e não se desesperava, mesmo quando sua guarda esmorecia e a lâmina quase lhe cortava a face. Recompunha-se e contra-atacava com prudência, e precisão, desferindo ainda mais dois golpes no braço esquerdo de seu atacante.

Em uma das muitas investidas, as espadas se enroscaram em uma disputa de força. Masson se aproveitou dessa situação, e rapidamente, pulando de lado junto a Rieux lhe desferiu um golpe com o cotovelo no nariz, derrubando-lhe o chapéu no chão do cais.
O sangue verteu em um fio grosso, mas foi limpo com a luva, enquanto ambos se afastavam para se reavaliar.

A indumentária  do Capt. Rieux já não era a mesma do início do embate. Seu colete havia sido retalhado em algumas partes pelo fio do sabre inimigo, e seu cabelo negro, caia em fios largos pela sua testa alva. O nariz, um bocado inchado ainda mostrava sinais de sangue e sua respiração era mais ofegante.
Masson por sua vez, estava deplorável. Sua camisa, lançada ao chão enquanto se recompunham, estava em pedaços.
Seu corpo ostentava diversas cicatrizes antigas, e três vivas e novas, ardendo ainda latentemente. Sua postura debochada mais parecia agora com um animal enfurecido.
Levantou os cabelos longos que quase lhe cobriam toda a face, enquanto buscava dentro de si um pouco mais de escárnio para insultar seu oponente.

-E a mãe, está boa? – E sorriu largamente, enquanto jogava os cabelos para trás.

Rieux, respirou fundo e batendo o pé no chão, reassumiu a postura inicial, com a espada como um estandarte a sua frente. Avançou e trocaram mais alguns golpes, até pararem novamente, quando foi a vez do capitão falar.

-Está bem! E sua irmã, sente minha falta? – Soou sério, mas não pode evitar sorrir após fazê-lo.
Masson que tomou a iniciativa dessa vez. E a troca de golpes perdurou por mais um tempo.

A essa altura, o duelo já havia chamado a atenção dos moradores e trabalhadores locais, que após certa relutância, chamaram os guardas locais.
O apitos soaram ao longe, e se aproximavam junto com passos apressados dos homens da guarda.

-Parados aí! – Disse o mais velho deles. Homem parrudo, não muito alto. Apesar do quepe, era previsível que era careca, mas cultivava um bem cuidado bigode já esbranquiçado pelo tempo. Estava amparado por mais dois guardas, bem mais jovens, mas um tanto quando inexpressivos. Pareciam assustados. – Vocês perturbam a ordem, e ordeno que parem!
Rieux e Masson baixaram as guardas.
Se entreolharam e com um riso cansado reverenciaram cada um a seu modo, mas quase que simultaneamente os guardas.
Masson baixou a espada, enquanto Rieux embainhava a sua e tomava a frente, falando cansada mas respeitosamente.

-Sou Capitão Rieux Rancune da 17ª Legião, e este é meu irmão Masson. Peço desculpas pelo tumulto. Somos de uma família de costumes berrantes, não é irmão? – Buscava o chapéu ao chão, enquanto Masson sorria bobamente para os guardas.
-Sim, sim Rieux. Vocês podem ir agora… O show acabou! – Caminhava junto a Masson, lhe envolvendo com um abraço. – Está tudo bem aqui, viram?!

Desconcertados, e sem entender muito bem o propósito daquilo tudo, mas sem autoridade para interferir nos assuntos de um superior de tanto renome, os guardas se bastaram em dispersar a multidão curiosa que ali se acumulava.

-Precisamos conversar. – Rieux disse quando a atenção já havia sido desviada deles.

Masson conduziu Rieux em direção a seu barco atracado, enquanto o ajudava a acertar o chapéu na cabeça. Caminhavam lado a lado, como se o duelo ferrenho de minutos antes nunca tivesse acontecido.
-A propósito, Marie sente sim muito sua falta… Ela nos preparará o café enquanto conversamos.

Continua…

ode ao beijo

boca é a abertura anterior do tubo digestivo, é constituída pelos dentes e pela língua, que misturam e transformam os alimentos em bolo alimentar, ao envolvê-los em saliva.
Os dentes encontram-se situados nos dois maxilares, constando a dentição permanente de 4 incisivos. 2 caninos. 4 pré-molares e 6 molares em cada maxilar. Vale observar que evolucionariamente esses números vem diminuindo

A língua é o órgão que recebe os estímulos responsáveis pela sensação do sabor dos alimentos. É na língua que se situam a maioria das papilas gustativas.
Junto dos lábios, a língua é também responsável por moldar e dar vazão a voz, a fala.

É com os lábios que se sorri, que se torna uma experiência mais agradável acompanhado por uma boa dentição.

O beijo é denominação do toque dos lábios a qualquer coisa, normalmente em outra pessoa. Denota afeição – entre amigos -, paixão e desejo – com pessoas de afinidade romântica ou sexual.
Nesse último caso, o beijo francês (ou de língua, como é popularizado) é o mais práticado. E dá-se de semelhante maneira:

São os olhares, que antes de tudo se encontram.
A atração, quase palpável pode ser sentida peito adentro. Uma chama que queima com a intensidade da proximidade.
Ao toque de mãos, os corpos vertinosamente se chocam no mesmo ponto onde um arrepio se origina misterioso e percorre a espinha, estremecendo os corpos que se encontram.
Os braços tomam posições instintivas, ora envolvendo ora acariciando.
Os lábios se chocam de leve e  abrem de maneira lenta e ritmada. Os hálitos se misturam, quentes e ávidos, enquanto os olhos fecham, arremessando o casal a escuridão dos sentidos.
A iniciativa de um dos lados, de ceder abertura labial e acolher a suave e desejável língua do outro, dá início ao beijo.
Durante o tempo que durar, o beijo segue desta forma. Línguas disputando de maneira deliciosamente graciosa, espaço na boca receptiva.
Brinca-se tocando língua ponta-a-ponta em gracejosos movimentos círculares, deixa-se a cabeça pender de um lado para o outro, para explorar de forma plena todos os sentidos da boca.
De verdadeira excitação e paixão, a língua invade a boca de seu parceiro, ocupando todo o espaço, enquanto a língua que recebe recua desejosa.
Tudo toma vida nesse ritual, os corpos, cada vez mais próximos,  pulsam!
As mãos se entrelaçam e se soltam, enquanto investigam o corpo quente junto a si. A nuca, o pescoço, as costas, os quadris sentem com a mesma intensidade o calor do beijo.
Os dentes desempenham papel instigantemente importante, quando, um sorriso maroto se transforma em mordicadas no lábio.
Essa troca reacende o fogo, e com o fôlego renovado, o ciclo se reinicia.

São movimentados 29 músculos da face em um beijo desse estilo. Trocam-se 250 mil bactérias.

meu jeito

Vou me explicar, para que não me entendam melhor.
Me interesso poucamente, por raras pessoas.
Recuso, porém, ser apenas mais um… busco redenção. perdão!

O problema é que só existem três maneiras de se fazer as coisas, o jeito certo, o jeito errado e o meu jeito.
E apesar de ser algo legal de se dizer logo depois de se chutar uma porta abaixo, e puxar o gatilho da metralhadora ou coisa que o valha, não fazer as coisas certas, nem as coisas erradas, acaba te levando a lugar nenhum.
E eu vejo, que seria tudo tão mais fácil, se não fosse tudo tão fácil. Por que o que eu quero não são soluções, eu quero é problemas!

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Aceito um pouco de confusão na minha vida.

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